A história de um giganteA história de um gigante

A história de um gigante

Conheça 21 momentos em que o ECP provou ser um verdadeiro campeão

17/08/2020 17/08/20

No dia 7 de setembro, o Esporte Clube Pinheiros completa 121 anos, uma data para celebrar conquistas esportivas, culturais e sociais. Mas, para se transformar em símbolo de vitória dentro e fora do Brasil, o ECP precisou passar por momentos que exigiram muita dedicação.

Desde a fundação, em 1899, há marcos que tiveram de ser transpostos para que o Clube chegasse grandioso aos dias de hoje. Da compra do terreno na Chácara Itaim, passando pela mudança de nome durante a Segunda Guerra Mundial até chegar à reabertura segura em meio à pandemia da Covid-19, conheça 21 fatos históricos que transformaram o Clube no maior da América Latina.

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Primeiras linhas

A história já começa com um grande desafio: o alemão Hans Nobiling, recém-chegado da Europa, decide fundar um clube para praticar esportes e reunir os amigos. Em 7 de setembro de 1899, surge o Sport Club Germania – resultado da persistência de seu fundador.

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Desbravadores

Desde o início, o espírito de superação já estava presente nos associados, que realizavam excursões desafiadoras, como a descida a pé da Serra do Mar até Cubatão, em 1902. Um grupo refez o percurso dos pioneiros em 2018, nesse trajeto que se tornou um símbolo histórico de persistência diante de desafios.

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As primeiras conquistas

Mesmo ainda sem possuir uma sede própria para facilitar os treinos de Futebol, o Germania sagrou-se campeão da Liga Paulista em 1906 e em 1915, superando o contexto histórico da Primeira Guerra Mundial e mostrando a força do time.

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Casa própria

Antes de encontrar endereço no Jardim Paulistano, o Clube “andou” bastante por São Paulo, com as atividades sendo realizadas em diversos locais alugados. Era preciso, então, solucionar essa questão e encontrar um espaço para centralizar as práticas esportivas, sociais e culturais. Isso ocorreu em 1920, com a compra do terreno na Chácara Itaim (100 mil m² por 80 contos de réis).

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Terras promissoras

A aquisição do atual terreno para centralizar as atividades representou a superação de dois desafios: levantar o dinheiro para a compra e contornar as críticas devido ao fato de o local ser alagadiço, por estar à margem do rio. A questão da verba foi solucionada com a contribuição de dois associados: Max Engelhardt e C.O.W. Klaussner. Já as críticas quanto à escolha do local foram silenciadas anos depois, quando o espaço não tinha mais enchentes e acabou se tornando um dos mais valorizados da cidade.

01. Primeiras linhas: Time de Futebol do Sport Club Germania

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As marcas

A inauguração da Pista de Atletismo, em 1926, fez com que a modalidade ganhasse impulso e se desenvolvesse rapidamente, servindo de exemplo às outras. Com isso, várias marcas foram superadas, tanto no aspecto esportivo quanto na infraestrutura, que entrou em uma era de modernização de sua arquitetura e criação de novos espaços para atender o número crescente de associados.

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À beira do rio

Como o terreno do Clube se encontrava muito perto das margens do Pinheiros e o rio ainda contava com curvas tortuosas, quando chovia ocorriam alagamentos – como quando a antiga figueira ficou ilhada. Com a retificação, esse problema foi solucionado e o local se valorizou.

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Elas no esporte

A participação das mulheres no universo esportivo foi outro desafio a ser transposto pelas atletas do Clube. O primeiro campeonato de Atletismo feminino do Brasil foi realizado no Sport Club Germania, em 1930: além de colocar em foco a questão da participação das esportistas em disputas de diversas modalidades, o evento ajudou a superar preconceitos.

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Nas águas 

A retificação do rio Pinheiros fez com que os cochos para esportes aquáticos tivessem de ser desativados. O desafio do momento era construir uma piscina para os atletas continuarem seus treinos e também para diversão dos associados. Assim, em 1933, foi inaugurada a primeira piscina do Clube (e uma das primeiras de São Paulo).

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História olímpica 

Com uma infraestrutura em desenvolvimento e atletas ávidos por campeonatos nacionais e internacionais, o próximo desafio era participar de uma Olimpíada. Isso ocorreu em 1936, nos Jogos de Berlim, quando Ícaro de Castro Mello foi à Alemanha e o Clube passou, assim, a figurar na maior competição multiesportiva do planeta.

06. As marcas: Pista de Atletismo

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A travessia

O nadador Hellmut von Schütz aproveitou os treinos na piscina nova para conquistar a Travessia de São Paulo a Nado, em 1939. Nessa edição, a disputa contava com mais uma dificuldade: a poluição já começava a existir no rio Tietê, trazendo riscos à saúde dos competidores. Mas, mesmo assim, o esportista persistiu e fez história no Germania ao completar o desafio em primeiro lugar.

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Continue a remar

As obras de retificação do rio Pinheiros (1940 a 1957) também trouxeram obstáculos à prática do Remo. As atividades precisaram ser interrompidas por vários anos, retornando à ativa somente em 2004, na Raia Olímpica da USP, onde o Clube conta com um galpão. Em 2019, esse espaço passou por uma grande reforma, que o deixou ainda melhor para os atletas.

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Nome próprio

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Clube superou mais um desafio. Ao ter o alvará de funcionamento cassado devido a uma portaria da Diretoria de Esportes de 1942, precisou regularizar sua situação com várias medidas de nacionalização que culminaram com a mudança do nome de Sport Club Germania para Esporte Clube Pinheiros.

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Pequenos pinheirenses

Criar atividades para a criançada sempre foi um dos focos do Clube.
A história que começou com a fundação do Jardim de Infância, em 1945, para ser um espaço de desenvolvimento intelectual dos pequenos associados, continuou com a construção da Brinquedoteca, em 2006, e do Parquinho Infantil, para as crianças terem espaços lúdicos e aprimorarem a criatividade.

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Lugar de evento

Já que as festividades precisavam de um novo espaço que não fosse à beira do rio Pinheiros, foi inaugurado, no Réveillon de 1957 para 1958, um Salão de Festas. Projetado por Gregori Warchavchik, o local dedicado aos eventos comemorativos se tornou referência na cidade de São Paulo. Uma década depois da inauguração, surgiu mais um desafio para o Clube: em 1969 a marquise precisou ser demolida para dar espaço à construção da avenida Brigadeiro Faria Lima.

11. A travessia: Hellmut von Schütz, campeão da Travessia de São Paulo a Nado

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O mais olímpico

O primeiro pódio olímpico ninguém esquece. Foi o atleta pinheirense Manoel dos Santos quem conquistou o bronze nos 100m de nado livre, nos Jogos de Roma de 1960, levando o ECP ao grupo de excelência mundial na formação de atletas. Nos Jogos de Pequim 2008, Cesar Cielo fez história ao conquistar as medalhas de bronze (100m livres) e ouro (50m livres), com quebra do recorde olímpico. Foi a primeira vez que um brasileiro alcançou o lugar mais alto do pódio na Natação em uma Olimpíada.

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Grandes conquistas

As atletas seguiram abrindo cada vez mais espaço no mundo esportivo. A equipe pinheirense sagrou-se campeã no 1º Campeonato Sul-Americano de Voleibol Feminino de Clubes, em Lima, no Peru, trazendo ainda mais visibilidade às mulheres nas modalidades. Um terremoto ocorrido nos dias da disputa fez com que as esportistas realizassem mais um jogo em prol das vítimas.

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Recordes

Além de vitórias em campeonatos nacionais e internacionais, o Clube começou a se destacar, também, com transposição de recordes, chamando a atenção do Brasil e do mundo como uma potência esportiva. Nos Jogos Pan-Americanos de 1975, o atleta pinheirense João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, conquistou o ouro com recorde mundial no Salto Triplo.

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Avanço e modernização

O Plano Diretor de Desenvolvimento (PDD), aprovado pelo Conselho Deliberativo e colocado em execução em meados da década de 1970, trouxe impulso desenvolvimentista ao Clube. Com isso surgiram vários desafios, como a realização de obras de aprimoramento na Pista de Atletismo e no estacionamento, e a construção do Centro Administrativo e do Centro Cultural e Recreativo. O Centro Desportivo começou a ser erguido. 

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Expansão de horizontes

Ampliar ainda mais a área do ECP era um sonho dos pinheirenses. Em 2018, essa vontade se tornou realidade com a aquisição de um prédio anexo ao Clube, de cinco andares e 1,2 mil m² de área construída, para ser o Centro Administrativo e Operacional. Assim, o patrimônio do Clube ganhava mais espaço para os associados.

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Reabertura consciente

Outro momento difícil enfrentado pelo Clube foi o período de quatro meses em que ficou fechado devido à pandemia do novo coronavírus. O objetivo foi contribuir com o controle da crise. No dia 7 de julho, as portas do ECP foram reabertas com toda a segurança e os cuidados necessários para continuar prevenindo contra a contaminação pela Covid-19.

16. O mais olímpico: O atleta pinheirense Manoel dos Santos

E a história de vitória continua…