Pandemia de golpes on-linePandemia de golpes on-line

Pandemia de golpes on-line

Conheça as fraudes virtuais mais comuns e saiba como se manter em segurança ao navegar na internet

24/06/2021 24/06/21

Com a pandemia do coronavírus, o universo on-line ganhou força e a tecnologia se tornou uma aliada na hora de fazer compras, trabalhar, pagar contas, estudar e conversar com amigos e familiares. Se por um lado isso é positivo e trouxe avanços nos meios digitais, por outro favoreceu os problemas com crimes cibernéticos, que já existiam.

Com a ajuda de e-mails, posts, sites e ligações, entre outros, os golpistas precisam de apenas um clique para entrar em sistemas digitais e roubar dados. O golpe mais comum é o bancário, seguido da clonagem de WhatsApp, segundo o laboratório de cibersegurança da PSafe. Por dia, ocorrem mais de 17 mil armadilhas financeiras no Brasil.

Recentemente, foi criado um perfil falso do Clube no Instagram, com o nome de “clubepinheiros.sorteios”, e uma mensagem enviada às pessoas as convidava para participar de um suposto sorteio que daria direito ao uso de um dos espaços pinheirenses. A promoção era um golpe, no entanto, pois o ECP não usa as redes sociais nem envia e-mails para grupos que não pertençam ao quadro de associados.

As mensagens oficiais do Clube seguem padrões rígidos de segurança e compliance, jamais incluindo ofertas ou pedidos de resposta imediatas dos destinatários por meio de clique. Se houver dúvidas quanto à autenticidade da mensagem, entre em contato com a Central de Atendimento.


Fuja dos golpes

Para chamar a atenção para os crimes virtuais, listamos os mais recorrentes e orientamos como é possível se proteger das armadilhas. Confira.

SITES

Saia destas páginas

Como na pandemia se tornou difícil encontrar itens como álcool em gel e máscaras, surgiram vários sites fraudulentos de lojas que fingem vender esses produtos para roubar informações bancárias dos usuários. Além disso, links falsos para sites sobre o auxílio emergencial foram enviados para 6,7 milhões de brasileiros, segundo dados da DFNDR Lab, laboratório de startup de segurança digital da PSafe.

Para não cair nessa armadilha, é possível tomar alguns cuidados, como pesquisar sobre a empresa nas redes, ver se o site contém o selo de certificação de compra segura e verificar a URL. A aparência da página pode ser idêntica à de um site autêntico, mas a terminologia do endereço será diferente. Basta clicar na barra do navegador e evitar domínios que terminem em “com.co”, “.ma” e “.co”, em vez dos costumeiros e legítimos como “.com”, “.org” ou “.gov”.

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Anúncios fake

Outra forma de os criminosos roubarem os dados dos usuários é por meio de anúncios exibidos no navegador, que, quando clicados, fornecem informações e/ou possibilitam aos hackers acessarem o dispositivo. Para impedir que isso aconteça, existem extensões de bloqueio que podem ser baixadas para vetar anúncios falsos, principalmente em celulares, os preferidos dos ladrões digitais. Manter os programas antivírus atualizados também é uma boa maneira de desviar dos ataques cibernéticos.

LIGAÇÕES

Chamadas perdidas

É comum receber chamadas de empresas oferecendo produtos, e é preciso tomar cuidado. Um dos golpes mais famosos é o dos chamados “robocallers”, em que os criminosos fazem ligações que parecem ser de bancos e agências governamentais para obter dados. Um caso clássico é quando uma falsa central telefônica ou falso funcionário entra em contato com o cliente e diz ter pendências na conta, solicitando dados financeiros da vítima. Segundo dados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), esse crime teve uma incidência 342% maior este ano do que no primeiro bimestre de 2020.

Para evitar esse golpe, é possível desligar o telefone e ligar novamente para o banco perguntando se algum atendente entrou mesmo em contato. Outro cuidado é não salvar contatos de empresas na agenda do celular, pois, se um criminoso forjar o número, o smartphone indicará que a chamada é da instituição, gerando uma falsa impressão de que a ligação é autêntica.

E-MAILS E SMS

Correio eletrônico duvidoso

Nesse golpe, conhecido como “phishing”, um criminoso finge ser de uma empresa para solicitar informações pessoais. Em e-mails e mensagens de SMS, os golpistas dizem ter informações sobre o coronavírus e sobre programas de assistência financeira durante a pandemia. As mensagens contêm links para sites falsos que solicitam informações pessoais ou baixam arquivos nocivos nos dispositivos.

Verificar o remetente é uma das maneiras de se proteger desse golpe, e, se houver caracteres diferentes no endereço, desconfie e não clique no link. Se o e-mail parecer suspeito, marque-o como spam e o exclua.

HOME OFFICE

Hackers “em casa”

O teletrabalho se popularizou durante a pandemia, e diversas empresas aderiram ao sistema de escritório em casa. O lado negativo desse movimento foi o aumento do número de golpes, já que os hackers, que atacavam os meios eletrônicos da empresa, passaram a focar os golpes em contas pessoais de e-mail ou redes domésticas. Verificar se o roteador de Wi-Fi recebeu as atualizações de segurança necessárias é uma das medidas para evitar problemas com os criminosos virtuais.

ILUSTRAÇÃO: POLAR.LTDA

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