A dor é uma experiência universal, mas nem sempre compreendida. Muitas pessoas acreditam que sentir dor significa necessariamente que algo está lesionado ou danificado, mas a ciência moderna da dor mostra que esse nem sempre é o caso. A educação em dor (neurociência da dor) tem se tornado uma ferramenta essencial para atletas, pacientes e profissionais da saúde, ajudando a reduzir medos e melhorar a recuperação.
Imagine que seu corpo tem um alarme de incêndio. Quando você encosta a mão em uma superfície quente, como uma panela no fogão, os receptores térmicos da pele enviam um sinal de dor ao cérebro. Isso faz com que você rapidamente retire a mão, evitando uma possível queimadura. Nesse caso, a dor serve como um alarme para proteger o corpo, mas, se você retirar a mão a tempo, nenhuma lesão real ocorre. Isso significa que sentir dor nem sempre quer dizer que há um grande problema. Emoções, estresse e até noites maldormidas podem tornar a dor mais intensa do que ela realmente é.
Pesquisas apontam que a dor musculoesquelética é a mais comum entre brasileiros, sendo relatada por aproximadamente 37% da população. Entre atletas, a dor é ainda mais frequente devido à carga de treino intensa e ao risco de lesões. Dados mostram que esportistas têm até 50% de chances de desenvolver dores persistentes ao longo da carreira.
Em abril, 32 colaboradores pinheirenses da medicina esportiva, fisioterapia, Programa Esporte e Saúde e Balé receberam um treinamento que trouxe um novo olhar para a prescrição de exercícios para pacientes com dor crônica.
Existe a dor aguda e a crônica.
Dor aguda: Surge rapidamente em resposta a uma lesão ou esforço excessivo e geralmente desaparece com o tratamento adequado. Normalmente tem duração de até três meses.
Dor crônica: Persiste por mais de três meses, mesmo após a cicatrização dos tecidos, muitas vezes devido à sensibilização do sistema nervoso, um estado em que o corpo mantém a sensação de dor mesmo sem uma lesão ativa.
Estratégias para driblar a dor
Mexa-se com consciência: Movimentos leves mantêm o corpo ativo e evitam que ele endureça.
Durma bem, respire melhor: O sono de qualidade e o controle do estresse ajudam a dor a perder força.
Paciência e progressão: Voltar às atividades devagar evita recaídas e prepara o corpo.
Equipe multidisciplinar na jogada: Fisioterapia, exercícios, apoio psicológico, nutricional e, se necessário, orientação médica fazem toda a diferença.
Quando é hora de pedir ajuda?
Se a dor parece não ter fim, limita seus movimentos ou está cada vez mais forte, é hora de procurar um profissional. A boa notícia? No ECP, você tem todo o suporte para continuar seu caminho de superação.
Caminho da superação: educação em dor
Sabe aquele medo de piorar a situação e acabar evitando se mexer? Estudos mostram que, quando entendemos a dor, ficamos menos ansiosos e recuperamos a confiança no nosso corpo. Então é hora de quebrar alguns mitos e verdades:
❌ “Se você sente dor, é porque há uma lesão”
✅ Nem sempre a dor significa que há um dano físico. Na dor crônica, o sistema nervoso pode continuar enviando sinais de dor mesmo após a cicatrização do tecido.
❌ “Repouso absoluto é a melhor solução”
✅ Ficar parado por muito tempo pode piorar a dor e levar à perda de força e mobilidade. Movimentos controlados e exercícios são essenciais para a recuperação.
❌ “Se os exames não mostram nada, a dor não é real”
✅ A dor é uma experiência complexa que envolve o cérebro e o sistema nervoso. Nem toda dor aparece em exames de imagem, mas isso não significa que ela não existe.
❌ “Dor crônica significa que nunca vai melhorar”
✅ Com o tratamento adequado, muitas pessoas conseguem reduzir a dor e retomar suas atividades. Estratégias como reabilitação, atividade física e educação em dor podem ajudar no controle da condição.
❌ “Tomar remédio é a única solução”
✅ Medicamentos podem ajudar, mas não devem ser a única estratégia. Terapias como fisioterapia, exercícios, manejo do estresse e mudanças no estilo de vida são fundamentais no tratamento da dor crônica.
Para obter mais informações, entre em contato: 3598-9775 ou 3598-9776
FOTO: FREEPIK
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